A Insígnia de Claymor

Parece que foi ontem quando bati os olhos na sinopse de "A Insígnia de Claymor" pela primeira vez e pensei "Esse é um daqueles livros que tem tudo para me prender até a última página!". Só que isso não aconteceu ontem, nem há poucas semanas. Na verdade não vou saber precisar a quantidade exata de tempo, mas um bom número de meses se passou desde então.

E no decorrer desse tempo fui agraciada com a oportunidade de ler "Rendição", "Redenção", "A Rosa Entre Espinhos" e a cada livro lido, mais ficava impressionada com o talento da Josiane Veiga e, consequentemente, tinha certeza que "A Insígnia de Claymor" surtiria o mesmo efeito.

E tal certeza, mais uma vez, não foi frustrada.

Nas primeira páginas o leitor é transportado para a Europa, em plena Idade Média (não aparecem datas, mas arrisco dizer que foi nos primeiros anos da Santa Inquisição), e conhece Jehanie Claymor: uma jovem cercada pelos cuidados e amor extremo de seu pai e irmão mais velho; uma moça mimada (não no mau sentido da palavra), inteligente e dona de uma personalidade doce e ao mesmo tempo forte (uma raridade para aquela época).

Na primeira parte, vemos que o amor de Alexei por Jehanie está muito, muito além do carinho "normal" que um irmão sente por uma irmã. Sim, é exatamente isso que você está pensando: Alexei amava e queria Jehanie como mulher.

E não pense que ele escondia esse sentimento a sete chaves para que ninguém nunca descobrisse; o modo como agia em relação à irmã deixava evidente à toda sociedade aquilo que todos comentavam como um absurdo e até cogitavam a hipótese que os dois mantinham um relacionamento (ô povo maldoso...).

Ele espanta qualquer predente que ouse se aproximar de Jehanie, até que se depara com um rapaz que, mesmo ciente dos rumores, propoem casamento à moça. E para o desespero de Alexei, ela aceita.

Mas não pense que Alexei é do tipo de homem que se desespera e vai afogar as mágoas numa caneca de cerveja. Contrariando sua aparência angelical (ai ai ai, ele é um lindo...) ele pode ser tão cruel e astuto quanto o próprio diabo! Tanto que ele faz uma manobra para atrasar o casamento da irmã e não hesitará em matar o próprio cunhado se assim achar preciso.

Paralelo a isso, conhecemos Daniel, um jovem barão que jurou ao túmulo da irmã que se vingaria daquele que causara sua morte.

Rihana havia sido seduzida por Alexei (ela e a torcida feminina do Flamengo, pois o rapaz é um sedutor de mão cheia) e abandonada pelo mesmo quando este conseguiu o que queria (exatamente: ele a deflorou). Só que Rihana estava grávida e, não querendo manchar a honra do irmão com aquela vergonha, acaba tirando a própria vida.

Daniel jurou vingança e estava disposto a ir às últimas consequencias. Mas não tirando a vida de Alexei, pois aquilo ainda era pouco. Queria ferir o rapaz onde mais doesse.

Sim, caro leitor, você acertou em cheio se acha que a vingança de Daniel envolvia a irmã do homem que mais odiava.

E no trajeto da França à Inglaterra, ajudando uma família de protestantes a deixar o país em segurança que Daniel encontra um pequeno contratempo em sua jornada ao se deparar com uma moça desacordada e desmemoriada no meio da estrada.

Acolheu aquela jovem, mal imaginando que estava diante da irmã de seu pior inimigo. Tão pouco que se apaixonaria por ela.

Aposto que você deve estar se perguntando como a Jehanie, sempre tão cercada de cuidados foi parar inconsciente no meio de uma floresta, certo? Mas eu não vou contar XD.

Ou melhor, não vou falar mais nada sobre o livro, pois dar spoiler de "A Insígnia de Claymor" é algo tão imperdoável quanto dançar "Macarena" em cima do túmulo de Madre Theresa de Calcutá.

Mas uma coisa eu posso dizer: assim como nas outras obras da Josy, além da trama envolvente e bem amarrada, os personagens são FANTÁSTICOS! Um espetáculo à parte, sendo bem sincera. E não estou me referindo apenas aos principais; os secundários, como Marie, Sophie e Adam são fenomenais.

Não há como não gostar da Jehanie, tanto por ela ter tiradas inteligentes e não ser uma mocinha boba de novela mexicana, como - quando ela perde a memória - arranca muitas risadas do leitor. Quando ela conta para o Daniel que não sabe tomar banho sozinha e pergunta se ele poderia ajudá-la foi só uma das muitas partes que ri alto.

Confesso que à princípio não fui nenhum pouco com a cara do Alexei, pois na minha cabeça, não conseguia entender como alguém podia amar a própria irmã como mulher. Mas como falei na resenha de "A Rosa entre Espinhos", as tramas criadas e escritas pela Josy nos obrigam a refletir e, se não mudam alguns de nossos conceitos, no mínimo mexem com as estruturas deles.

Gente, pelo amor de Deus, eu não passei a aprovar incesto não, ok? Mas entendi que, assim como quando uma pessoa se vê como homossexual, não é algo se escolhe, simplesmente se sente.

E não, Alexei não caiu nas minhas graças, tão pouco está na minha lista de personagens favoritos. No entanto, ele é complexo e fascinante! Embora seja um promíscuo e capaz de atos tão crueis que deixaria o próprio Lúcifer de queixo caído, ele ama e cuida de Jehanie mais do que a própria vida! Quando a irmã some, o sofrimento dele é tão grande e bem descrito que eu fiquei com o coração apertado!

É um daqueles personagens que pode não agradar a todos, mas marca o leitor.

Mas, pelo amor de Deus, como não se apaixonar pelo Richard?! Ele é uma espécie de escudeiro e amigo de Daniel e parece que transpira fofura por cada poro! Sério, se o Richard existisse eu o abraçaria tão apertado que as costelas dele fariam "poc"! A forma gentil e desinteressada com que ele cuida da Jehanie, como se ela fosse um bebê é simplesmente linda! Ele é, de longe, meu personagem favorito.

Agora, para terminar, queria dizer duas coisinhas:

1) Pelo amor de Deus, LEIAM "A Insígnia de Claymor", pois é um livro que vai te prender do começo ao fim e deixar um gosto de absurdo de "QUERO MAIS".

2) Josiane Veiga, minha flor, eu sei que você deve estar mega ocupada com a divulgação de "A Senhora da Montanha" e aposto que está correndo com o último volume da Saga Jishu, mas POR TUDO QUE É MAIS SAGRADO, termine logo o próximo volume de "A Insígnia de Claymor" antes que minhas unhas vão pra casa do caralho de tanta ansiedade. E estou falando sério!


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A Rosa Entre Espinhos

Creio que todos os que já vem freqüentando o blog há algum tempo já deve ter notado que eu sou uma fã declarada e incondicional da autora e amiga Josiane Veiga; ela “me ganhou” quando me presenteou com a oportunidade de ler “Rendição”e sua seqüência “Redenção” (Josy, nem preciso dizer que estou numa ansiedade desmedida para ler o desfecho da saga Jishu, não é?!). E, pela deliciosa experiência que tive ao ler os dois títulos citados acima, posso confirmar uma coisa: o talento para conceber uma trama e colocá-la no papel corre de forma latente nas veias dessa - ainda - escritora independente.

Logo quando ela anunciou que haveria um book-tour dos demais livros dela, fui correndo (virtualmente falando) me inscrever.

Comecei a ler "A rosa entre espinhos" que, pela sinopse, eu aposto que grande maioria dos leitores acredita que não passa de um romance clichê e meloso da criada que se apaixona pelo patrão, que vai ter os sentimento correspondidos pelo bonitão e que vai comer o pão que o Diabo amassou e Hitler cuspiu em cima antes de poder viver feliz com o príncipe encantado.

Se você pensar assim, sinto-me na obrigação de informá-lo que está completamente enganado. “A rosa entre espinhos” além de ser um romance envolvente - do tipo que você não consegue largar -, ter personagens tão bem descritos em seus defeitos e qualidades que faz o leitor ter quase certeza que eles existem de verdade (que é uma das características favoritas dos livros da Josy), a trama mexe com a estrutura de quem o lê, faz com que você reflita sobre as situações que vão se desenrolando ao longo da história.

Sim, meu amigo, você vai refletir. E mesmo diante do personagem mais FDP, você ainda vai pensar se ele não tem razões para ser como é e tomar determinadas atitudes.

O título do livro se encaixa a obra como luva; Mairi (nossa protagonista) é uma jovem que não conhecia outra vida que não fosse a de ser serva na Mansão McGreggor. Abandonada quando bebê nos portões da residência, foi criada pela governanta e logo que pode começar a aprender as tarefas domésticas, assim foi feito.
           
Crescendo sozinha e sem família, Mairi nunca teve grandes ambições, ou melhor, nem achava inteligente tê-las. O quê uma empregada órfã poderia desejar da vida? Exatamente: nada. Pelo menos é assim que nossa heroína pensa até conhecer o belo Ian McGreggor.

À partir daquele encontro ela passou a sonhar; um sonho insensato mas o qual não conseguia ignorar, mesmo que o escondesse na parte mas escondida de sua alma: ela queria o coração de Ian.
           
Uma amizade nasceu entre os dois e crescia a cada dia, até que Ian se viu completamente apaixonado pela doçura e simplicidade de Mairi.
           
Mas como felicidade de pobre dura pouco, os planos dos pombinhos de ficarem juntos estavam na mira de quem não queria nem sonhar em ver aqueles dois juntos: Lady Dorothea, a mãe de Ian.
           
Aproveitando uma viagem do filho, a “digníssima dama” escurraçou Mari para fora da mansão.
           
Sem rumo e com a ajuda de um amigo, Mairi ruma para Londres na esperança de encontrar trabalho e reencontrar o homem de sua vida.
           
Mas as coisas não são tão fáceis como Mairi achou que seriam. Além de não encontrar Ian (afinal, é de Londres que estamos falando, não de Itapecerica da Serra), ninguém dá trabalho para uma moça sem família e sem referências.
           
Sem dinheiro, emprego ou qualquer conhecido naquela cidade imensa, Mairi não tem outra opção a não ser viver nas ruas.
           
Exatamente, nas ruas... Sujeita a todos os riscos existentes nessa situação. 
           
Como se já não fosse desgraça demais para uma pessoa só, Mairi acaba sendo agredida por três brutamontes que queriam se “divertir” com ela. Isso mesmo, os desgraçados queriam violentar a pobrezinha.
           
Mas eis que no último instante, como um paladino montado num cavalo branco (só que sem o cavalo) surge Allan, que coloca os filhos da puta para correr com o rabo entre as pernas, leva Mairi para casa e cuida dela.
           
E por arte do destino, Allan nada mais era do que o melhor amigo de Ian e conta a Mairi que a vaca da Lady Dorothea (ok, ele não usou a palavra “vaca”, mas não teria problema se tivesse usado) envenenou a cabeça de Ian, dizendo que Mairi havia aproveitado a ausência de Ian para fugir com outro homem (tá vendo? ela é uma vaca). Por isso, Allan queria preparar o terreno e esclarecer tudo com o amigo antes de levar Mairi até ele.
           
O plano parecia ótimo não é? Só que as coisas acabam não saindo conforme o planejado. Ian descobre que Mairi está em Londres e aproveita o momento que ela fica sozinha para vingar-se daquela que ele acreditava ter traído seu amor. E ele se vinga, submetendo Mairi a pior humilhação que uma mulher poderia passar (e me fez xingá-lo de todos os palavrões que conheço).
           
O que foi? Não digo. Vá ler o livro para descobrir, pois vale muito a pena! Isso que eu contei não é nem metade do livro, é só para esquentar as turbinas mesmo!
           
“A rosa entre espinhos” é um livro riquíssimo, além do romance conturbado entre Mairi e Ian, ainda há o mistério quanto ao assassinato da primeira noiva de Ian, cujas pistas apontam justamente para ele. Aborda a importância e capacidade do ser humano de perdoar um erro; a violência sexual, a lealdade, a amizade verdadeira e pura, tão rara hoje em dia; tem umas cenas pra lá de calientes e os personagens que são um espetáculo à parte. Adorei a Mairi, que embora seja uma fofura, é dona de uma personalidade forte e admirável; Ian, mesmo cometendo um erro abominável, é fascinante; mas meu coração nesse livro é do Allan, pois é lindo por dentro e por fora, tem um coração de ouro e um caráter irrepreensível.
           
Sério, se você olha torto para romances, se dê o prazer de ler “A rosa entre espinhos”, pois garanto que você vai adorar e quando ler a ultima pagina vai sentir o coração apertado quando tiver que dar adeus aqueles amigos de papel.


Resultado do Sorteio de "Redenção"

Eis que chegou ao fim o sorteio desse livro maravilhoso... Foram muitas inscrições e gostei de ver o pessoal abusando das chances extras.

Mas só uma pessoa pode levar o livro para casa e, segundo o random.org, quem vai levar esse livro para casa é o número:


E esse pertence a:



Parabéns Ana Paula!!! Estarei entrando em contato com você por e-mail!

E quem não ganhou não fique triste ok? Ainda terão outros sorteios no blog =D

Sorteio de "Redenção", da Josiane Veiga!

Adicionar legenda
Olha mais um sorteio aí minha gente!
Uma chance perfeita de ganhar um presente de Natal - mesmo que seja atrasado XD

Em parceria com a mais do que querida autora e amiga, Josiane Veiga, estamos sorteando um exemplar autografado de "Redenção", segundo volume da saga Jishu!

E antes que alguém pergunte "precisa ler o primeiro livro para entender a história do segundo?" eu já respondo: NÃO, não precisa. Um livro soma o outro, mas podem ser lido de forma independente, você não vai ficar perdido =D

Então, para levar esse livro para casa, é mais fácil do que comer uma caixa de Ferrero Roche! Basta seguir as seguintes regras:

- Ser residente no Brasil
- Seguir (publicamente) o blog "Escapismo" - ali no canto superior direito
- Seguir (publicamente) o blog "Fic-Lover's"

ATENÇÃO, se pelo menos uma das regras acima não for cumprida, está automaticamente desclassificado, ok? Depois não digam que eu não avisei.

E se você quer muito, MUITO MESMO levar esse livro para casa, não deixe de aproveitar as CHANCES EXTRAS!!!

- Seguir a @JosianeVeiga E @rafaelarocham no Twitter (sim, é para seguir as duas, só uma não vale).

(preencha o formulário mais uma vez)





Ufa, é muita chance para leva esse livro para casa, minha gente e se eu fosse vocês aproveitava todas, por que o livro realmente é ÓTIMO - eu sou fã declarada da série XD

A promoção vai até dia 08/01/2012 e o resultado será postado no dia 09/01.

Então participem, aproveitem todas as chances e cruzem os dedinhos.

BOA SORTE!!

Em busca do Guardião da Luz

Clara é uma menina mega-curiosa, que parece que vive com a expressão “por quê?” na ponta da língua e adora “encher o mundo com pontos de interrogação”.

Poderia se dizer que a vida de Clara era normal como a de qualquer garota da sua idade, se não fosse pelo fato de sua mãe estar internada devido a uma crise psicótica e por já fazer um tempo que suas noites eram perturbadas por sonhos muito estranhos. Tirando isso, tudo corria normalmente.

Até que tudo vira de cabeça para baixo quando, sem mais nem menos, seu pai – o famoso escritor conhecido como “Doutor Alex” – entrou em coma.

Quando isso acontece, Clara descobre que a Esphera – organização da qual tanto seu pai, como sua mãe fazem parte – não era simplesmente uma instituição de estudos de diversas áreas; ali existe uma antiga tradição de Mestres que são responsáveis nada mais nada menos do que manter o equilíbrio não só do nosso mundo, como o de todos paralelos a esse contra o ataque constante das Sombras.

Ok, a descoberta disso em si não colocaria o mundo de ninguém de cabeça para baixo – apesar de mexer um pouco com a cabeça de qualquer um, né não? O problema é que, devido aos constantes ataques das sombras, o número de Mestres está diminuindo e quanto menor ele for, mais o equilíbrio dos mundos estará comprometido – o estado de coma de Alex (que é o Guardião da Luz) foi conseqüência de um ataque das Sombras. E agora era a missão de ninguém mais ninguém menos do que de Clara, percorrer as nove dimensões para descobrir o nome de quem seria o sucessor de seu pai.

Chega né? Já falei demais.

Olha, confesso que à princípio, quando li a sinopse do livro, fiquei mega animada, afinal como uma boa fã de “As Crônicas de Nárnia” (sou louca por essa série), esse assunto me atrai como um imã. No entanto, não fui tudo aquilo que eu imaginei que seria (maldito seja o bichinho da expectativa).

A proposta da história é mega legal; os personagens tem as características bem definidas (embora sejam um pouco caricatos às vezes) ou seja, tem todos os ingredientes para ser um livro fantástico, mas, para minha pessoa acabou sendo um “bom livro”.

O ritmo é um pouco lento demais, a coisa demora um pouco mais do que deveria para realmente engatar e quando engata, ainda sim não é aquele ritmo acelerado, louco frenético! Mas, quando a aventura realmente começa, ainda é mais lento do que deveria ser.

A linguagem é um pouco infantil demais, pelo menos para mim. Tá tá, já passei dos vinte anos, mas como disse acima, sou fã declarada de Nárnia, que querendo ou não é um livro para crianças.

Não estou dizendo que ter linguagem infantil é ruim, muito pelo contrário, acho demais fazerem livros para o público infantil; e, provavelmente, se eu tivesse lido esse livro quando era mais nova, teria adorado! O caso é que, pelo tamanho do livro (são mais de 300 páginas) e pelos conceitos do universo da trama, ao meu ver, teria que ter uma linguagem mais adulta, mesmo que a personagem principal só conte com treze anos.

E, não sei se já estou ficando calejada de ler livros ou isso é resultado de ter jogado muito Scotland Yard quando era mais nova, mas mal começou a aventura eu já sabia o que ia acontecer no final. Sim, foi um pouco previsível – pelo menos para mim.

Mas confesso, estou curiosa para saber o quê acontecerá no próximo volume da saga “Mestres da Luz”, quero saber que aventuras ainda aguardam a Clara.

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